Diversificação em renda variável

Se você seguiu os passos do nosso amigo de Papua-Nova Guiné do post anterior e já está comendo o seu prato de arroz com feijão dos investimentos por algum tempo (reserva de emergência, renda fixa, acumulação de patrimônio inicial…),  talvez esteja na hora de começar a pensar em ter uma dieta mais balanceada. 

Claro que um prato de arroz e feijão, com uma guarnição de batatas e um bife, pode muito bem te alimentar pelo resto da vida. Ou seja, você conseguirá continuar acumulando o seu patrimônio, se protegendo dos riscos e atingindo os seus objetivos. Por outro lado, talvez você esteja deixando de aproveitar algumas oportunidades de ter ganhos maiores aqui ou ali. Ou seja, como nossos pais sempre diziam, se adicionar uns legumes e verduras você estará garantindo uma vida mais saudável a longo prazo.

Ao diversificar os seus investimentos você está distribuindo o seu patrimônio em diferentes indicadores da economia: taxa básica de juros (CDI), inflação (IPCA), câmbio (dólar), ações (Ibovespa), mercado imobiliário, dentre outros. Dessa forma você não se expõe tanto ao risco caso um desses indicadores não esteja em um bom momento da economia, mas ao mesmo tempo aproveita os bons momentos de outros. Só que isso deve ser feito de acordo com a sua tolerância ao risco, baseado no seu perfil, para evitar que você queira resgatar todo o investimento na primeira baixa, afinal, renda variável é variável! Vejamos alguns exemplos de como a diversificação da carteira acompanha o perfil do investidor.

PERFIL EXTREMAMENTE CONSERVADOR: 

Se você tem o perfil extremante conservador, talvez devesse continuar no cenário B do post anterior, até adquirir mais conhecimento, mais experiência, acumular mais patrimônio, e se sentir mais confortável para explorar a renda variável.

PERFIL CONSERVADOR: 

É recomendável que o investidor de perfil conservador aplique, no mínimo, 60% do seu capital nos ativos considerados seguros, como CDB, Tesouro, LCI, LCA e Fundos DI. No máximo 30% das suas aplicações devem ser feitas em fundos multimercado, títulos privados, debêntures e fundos imobiliários. Além disso, recomenda-se alocar até 10% em aplicações de maior volatilidade, como ações, fundo de ações e outros tipos de renda variável.

PERFIL MODERADO: 

O investidor de perfil moderado deve alocar no mínimo 30% a 40% do seu capital nos ativos considerados seguros, como CDB, Tesouro, LCI, LCA e Fundos DI. No mínimo 50% de seu capital deve ser investido em ativos como fundos multimercado, títulos privados, debêntures e fundos imobiliários. Além disso, esse investidor pode investir em torno de 20% em aplicações mais voláteis como ações, fundo de ações e outros tipos de renda variável.

PERFIL ARROJADO: 

O investidor com perfil arrojado pode investir entre 25% e 30% do seu capital nos ativos seguros (CDB, Tesouro, LCI, LCA e Fundos DI), e em torno de 20%  em ativos como fundos multimercado, títulos privados, debêntures e fundos imobiliários. Por outro lado, esse investidor pode alocar até 60% do montante que possui em investimentos de renda variável, como ações, fundo de ações e outros investimentos de renda variável. Lembrando que esta parcela deve ser tratada como patrimônio de longo prazo. É importante um estudo aprofundado antes de alocar o seu capital desse jeito.

E aí, em qual cenário você se encaixa? Já conseguiu sair da inércia e montar a sua reserva de emergência? Já acumulou seu patrimônio inicial? Já conhece o seu perfil de investimento? Então nos próximos posts vamos começar a conhecer os diferentes investimentos em renda variável.

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